Cacto
   Rufus e Yolanda chegaram

Eu venho correndo para casa à noite querendo saber como eles estão. Abro a porta com cuidado para não golpear as pequenas carinhas que denunciam as horas intermináveis de sono. Acaricio as nucas enquanto eles fecham os olhos e ficam mexendo a cabeça em busca do melhor afago. Dou uma geral na sala para ver se as estrepulias não causaram nenhum dano maior. Limpo o cocô e o xixi porque na vida nem tudo é L'Eau d'Issey. Reponho a comida porque crianças precisam estar bem alimentadas. Renovo a água porque eles gostam dela fresquinha. Abro a porta do quarto para ampliar o alcance da correria e da festa quando eles se engalfinham e saem rolando e pulando. Mais tarde, quando vou ler ou escrever algo, eles se aninham no meu colo, acionam o motorzinho e se perdem no tempo sem fim que pauta o afeto. Um deles acorda, espreguiça, me olha e vai escalando, escalando, escalando até atingir o topo da minha nuca, onde resolve se acomodar e dormir mais um pouco - e eu que não me mexa.

Senhoras e senhores, o Rufus e a Yolanda chegaram! As crianças passam bem. Houve pequenos probleminhas esperados para quem foi resgatado do mundo agreste das ruas, mas tudo segue bem. A temporada de visitas está aberta.

 



Escrito por Cacto às 09h46
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